quarta-feira, 12 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Por que o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial?

A posição geográfica do país que ocupa a parte mais estreita do Atlântico próximo à África, seu tamanho e população tornavam, no mínimo, difícil a manutenção da neutralidade do Brasil. Desde 1940, os EUA nos pressionavam para que fizessem uma ocupação "preventiva" do território nordestino e a instalação, ali, de bases aéreas que permitissem escala para os vôos rumo à África e ao Oriente. Ao mesmo tempo, pretendiam impedir que essa rota aérea e esses locais para bases fossem ocupados por países do Eixo. Em meados de 1941, seis meses antes da entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial, essas bases e rotas aéreas já eram uma realidade.
Por aqui, passaram dezenas de milhares de aeronaves armadas e municiadas para combate, rumo aos campos de batalha africano e asiático. Simultaneamente, o Brasil passou a fornecer importantes materiais estratégicos aos Aliados, como minerais, borracha, etc. Diante desses fatos, os alemães perceberam que a neutralidade do Brasil era apenas teórica e passaram a atacar maciçamente nossos navios mercantes. Os sucessivos torpedeamentos de nossos navios é que levaram nosso país a declarar guerra aos países do Eixo.

Historiador comenta sobre a participação brasileira nesse conflito.

Sua posição geográfica e a extensão de seu litoral foram algumas características que fizeram com que nosso país não ficasse neutro durante a Segunda Guerra Mundial por muito tempo. No início de 1942, o governo brasileiro rompeu com o Eixo — Alemanha, Itália e Japão — e se posicionou a favor dos Aliados. Mas, em agosto desse mesmo ano, após navios brasileiros serem torpedeados supostamente por submarinos alemães e por causa da pressão dos EUA, o Brasil decidiu participar da guerra, contra a Alemanha e a Itália.
Mais de 25 mil homens fizeram parte da Força Expedicionária Brasileira — FEB — e desembarcaram em Nápoles, Itália. Eles tiveram conquistas importantes, mas também sofreram preconceitos durante a guerra e quando voltaram para casa.
Leia a seguir a entrevista com Dennison de Oliveira e entenda mais sobre a participação brasileira nesse fato histórico que mudou o mundo.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FEB = O BRASIL NA 2° GUERRA MUNDIAL


No dia 18 de julho de 1945, aportou no Rio de Janeiro o navio General Neighs, trazendo de volta ao país os primeiros brasileiros veteranos da Segunda Guerra Mundial.
Dos 25.334 homens que durante 239 dias lutaram ao lado dos Aliados nos campos da Itália, 465 haviam ficado enterrados em Pistóia. Cerca de 1.500 voltavam mutilados e feridos - como o capitão Hélio de Aquarela do Brasil.
A recepção aos heróis do Brasil foi uma festa de parar as capitais: desfiles tomaram conta das avenidas, chuvas de papel picado caíam sem parar dos edifícios e saudações eufóricas ecoavam das rádios. Nunca se viu nas ruas tantos beijos e abraços emocionados.
O Brasil declarara guerra ao Eixo em 31 de agosto de 1942 - depois de ter vários de seus navios torpedeados e afundados pelos alemães -, mas a decisão de enviar combatentes foi determinada só em 9 de agosto de 1943.

Dificuldades


Outro problema enfrentado pelo Brasil foi a dificuldade para encontrar gente qualificada para serviços essenciais nas Forças Armadas: eletricistas, motoristas, mecânicos de automóveis, radiotelegrafistas, profissionais especializados em conserto de rádios, etc. Havia também um número insuficiente de oficiais da ativa, especialmente capitães e tenentes. A solução encontrada foi convocar reservistas, ex-alunos do CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva). A maioria desses reservistas era formada por profissionais liberais (médicos, advogados, engenheiros, professores...) que, de uma hora para outra, se tornaram oficiais combatentes.

Os reservistas transformados em oficiais combatentes ajudaram a desenhar um novo perfil para o exército brasileiro. Muitos oficiais graduados, que estavam servindo por mais tempo, tratavam os subordinados de maneira excessivamente ríspida. Esses subordinados costumavam sofrer prisões disciplinares por motivos insignificantes. Os novos oficiais, vindos do CPOR, adotavam uma postura diferente e mais sensata: como sabiam que a confiança mútua seria essencial em situações de combate, preferiam tratar os subordinados de maneira mais amigável e respeitosa. Tal tratamento era feito sem sacrifício da disciplina e da hierarquia.

Outro obstáculo foi recrutar homens fisicamente aptos para prestar o serviço militar. Por razões médicas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, um grande número de brasileiros foi dispensado. Entre os motivos da dispensa médica, os mais freqüentes eram problemas de dentição, subnutrição, doenças sexualmente transmissíveis, verminoses e outras infecções.

Parecia quase impossível que o Brasil conseguisse formar um contingente para lutar na guerra. Os mais céticos diziam, em tom de deboche, que era mais fácil "ensinar uma cobra a fumar" do que o Brasil conseguir formar uma força expedicionária para enfrentar os alemães.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

FEB- O brasil na 2 guerra mundial

 


Durante o Estado Novo (1937 – 1945), o governo brasileiro viveu a instalação de um regime ditatorial comandado por Getúlio Vargas. Nesse mesmo período, as grandes potências mundiais entraram em confronto na Segunda Guerra, onde observamos a cisão entre os países totalitários (Alemanha, Japão e Itália) e as nações democráticas (Estados Unidos, França e Inglaterra). Ao longo do conflito, cada um desses grupos em confronto buscou apoio político-militar de outras nações aliadas.

Com relação à Segunda Guerra Mundial, a situação do Brasil se mostrava completamente indefinida. Ao mesmo tempo em que Vargas contraía empréstimos com os Estados Unidos, comandava um governo próximo aos ditames experimentados pelo totalitarismo nazi-fascista. Dessa maneira, as autoridades norte-americanas viam com preocupação a possibilidade de o Brasil apoiar os nazistas cedendo pontos estratégicos que poderiam, por exemplo, garantir a vitória do Eixo no continente africano.

A preocupação norte-americana, em pouco tempo, proporcionou a Getúlio Vargas a liberação de um empréstimo de 20 milhões de dólares para a construção da Usina de Volta Redonda. No ano seguinte, os Estados Unidos entraram nos campos de batalha da Segunda Guerra e, com isso, pressionou politicamente para que o Brasil entrasse com suas tropas ao seu lado. Pouco tempo depois, o afundamento de navegações brasileiras por submarinos alemães gerou vários protestos contra as forças nazistas.

Dessa maneira, Getúlio Vargas declarou guerra contra os italianos e alemães em agosto de 1942. Politicamente, o país buscava ampliar seu prestígio junto ao EUA e reforçar sua aliança política com os militares. No ano de 1943, foi organizada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), destacamento militar que lutava na Segunda Guerra Mundial. Somente quase um ano depois as tropas começaram a ser enviadas, inclusive com o auxílio da Força Aérea Brasileira (FAB).

A principal ação militar brasileira aconteceu principalmente na organização da campanha da Itália, onde os brasileiros foram para o combate ao lado das forças estadunidenses. Nesse breve período de tempo, mais de 25 mil soldados brasileiros foram enviados para a Europa. Apesar de entrarem em conflito com forças nazistas de segunda linha, o desempenho da FEB e da FAB foi considerado satisfatório, com a perda de 943 homens.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O COMEÇO DE TUDO



A Segunda Guerra Mundial, iniciada setembro de 1939, foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em todos os continentes (direta ou indiretamente). O número de mortos superou os cinqüenta milhões havendo ainda uns vinte e oito milhões de mutilados.
É difícil de calcular quantos outros milhões saíram do conflito vivos, mas completamente inutilizados devido aos traumatismos psíquicos a que foram submetidos (bombardeios aéreos, torturas, fome e medo permanente). Outra de suas características, talvez a mais brutal, foi a supressão da diferença entre aqueles que combatem no fronte e a população civil na retaguarda. Essa guerra foi total. Nenhum dos envolvidos selecionou seus objetivos militares excluindo os civis.
Atacar a retaguarda do inimigo, suas cidades, suas indústrias, suas mulheres, crianças e velhos passou a fazer parte daquilo que os estrategistas eufemisticamente classificavam como "guerra psicológica" ou "guerra de desgaste". Naturalmente que a evolução da aviação e das armas autopropulsadas permitiu-lhes que a antiga separação entre linha de frente e retaguarda fosse suprimida.

Brasil na Segunda Guerra - surge a FEB



Entre o Brasil declarar guerra e conseguir enviar um contingente para lutar nos campos de batalha na Europa houve um longo intervalo de tempo. Os obstáculos eram muitos. Dentre outras razões, o material bélico de que o país dispunha já era obsoleto na época.

Não bastasse isso, os militares brasileiros ainda seguiam uma organização e uma doutrina que remontavam à Primeira Guerra Mundial, nos moldes da escola militar francesa. Ou seja, os militares brasileiros seguiam um modelo criado na França, país que, desde junho de 1940, estava sob ocupação militar da Alemanha nazista.

Uma das razões para a França ter sido ocupada pelos nazistas foi o fato de que a maioria dos estrategistas franceses apostava que a Segunda Guerra seria uma guerra de trincheiras (tal como havia sido a Primeira Guerra), subestimando a tática da blitzkrieg ("guerra-relâmpago") adotada pela Alemanha, que consistia num ataque maciço utilizando armamentos modernos, principalmente tanques de guerra.

O modelo militar francês que ainda era adotado no Brasil também pecava por táticas militares fundadas em regras muito rígidas que, em determinadas circunstâncias, podiam ser totalmente inúteis ou inaplicáveis. Por exemplo, o modelo militar francês ditava que um pelotão de fuzileiros deveria sempre assaltar em ataques frontais as resistências inimigas. Tal regra podia ser adequada em terrenos planos, mas totalmente ineficaz num terreno montanhoso. Como se vê, o modelo francês era bastante inapropriado e nada flexível.

Apoio dos EUA

Para se modernizar e estar preparado para a guerra, o Brasil precisou da ajuda dos Estados Unidos. No dia 27 de janeiro, Vargas e Roosevelt encontraram-se em Natal para firmar os termos da cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos. Os dois presidentes conversaram dentro de um destróier norte-americano, o Jouett, ancorado no rio Potengi. Os dois presidentes conversaram no idioma usado pela diplomacia da época: o francês. Nesse encontro, ficou acertada a criação da FEB (Força Expedicionária Brasileira).

No esforço de modernizar as forças armadas brasileiras, alguns oficiais brasileiros foram mandados aos Estados Unidos para realizar cursos e estágios. Assim, aos poucos, os então obsoletos modelos militares franceses passaram a ser substituídos pelos modernos modelos norte-americanos.

Operação sigilosa

O plano original era enviar a FEB para lutar no norte da África, mas os brasileiros acabaram sendo enviados para lutar nos campos de batalha da Itália. Outra coisa que saiu diferente do plano original foi o número de homens que fariam parte da FEB: a idéia inicial era mandar cem mil homens para a linha de frente, mas tal meta seria impossível de ser alcançada. Acabaram sendo enviados 25.334 homens.

No dia 29 de junho de 1944, um trem trazendo os homens da FEB chegou à Vila Militar no Rio de Janeiro. Parecia mais um rotineiro exercício de embarque e desembarque, igual a outros praticados por aqueles homens naqueles meses.

A FEB estava subdividida em três regimentos de infantaria (o 1º do Rio de Janeiro, o 6º de Caçapava, São Paulo, e o 11º de São João del-Rei, Minas Gerais). Apenas o 6º de Caçapava atravessaria a cidade do Rio, enquanto os demais seriam enviados a outros lugares. Tratava-se de uma forma de manter em sigilo o embarque da FEB.

A operação foi feita à noite, em etapas e com vários cuidados durante um dos blecautes realizados na cidade do Rio. Tais blecautes eram feitos com o objetivo de proteger a população de um improvável ataque aéreo alemão, mas o sigilo da operação era para evitar um perigo bem mais provável: o de que algum submarino alemão soubesse do embarque e torpedeasse o navio que transportava os homens da FEB.

O sigilo era tal que os pracinhas brasileiros sequer puderam se despedir dos familiares. A proibição não impediu que muitos encontrassem um jeito de visitar os familiares e as namoradas antes de partir. Houve casos de oficiais que permitiram, informalmente, que alguns pracinhas realizassem essas visitas, desde que dessem a palavra de que não desertariam (promessa geralmente cumprida). Vale lembrar que o número de deserções na FEB foi insignificante.

Até mesmo o destino final da viagem foi mantido em segredo. A maioria dos pracinhas acreditava que ia lutar no norte da África, mas só ficaram sabendo que iam lutar na Itália quando, após treze dias de viagem, avistaram o monte Vesúvio na baía de Nápoles. A cobra estava prestes a fumar.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Invasão japonesa da China

A guerra sino-japonesa divide-se em dois grandes períodos: o primeiro deles, denominado de período crítico, teve seu início em julho de 1937 quando os nipônicos lançam sua ofensiva-relâmpago sobre as províncias do Norte e Leste (Hopei, Shantung, Shanxi, Chamar e Suyan) com o objetivo de separá-las da China, seguindo os ditames do "Memorial Tanaka". Numa audaciosa operação de desembarque, ocuparam mais ao sul Cantão, uns anos depois Hong Kong (que era colônia inglesa) e partes de Macau, nomeadamente Lapa, Dom João e Montanha. Os invasores tiveram seu caminho facilitado por encontrarem pela frente uma China politicamente desorganizada, onde a rivalidade militar entre nacionalistas e comunistas havia sido suspensa a contra gosto, vendo-se ainda subdividida em várias "autoridades locais", que se mostraram relutantes em oferecer-lhes uma resistência efetiva e coerente.